As 10 melhores técnicas de estudo, cientificamente comprovadas

As 10 melhores técnicas de estudo, cientificamente comprovadas

Você está com uma grande quantidade de matérias? Estudando para o ENEM? Concursos? Pois bem, que tal começar a estudar com técnicas cientificamente eficazes? Nós reunimos aqui as 10 melhores técnicas de aprendizagem publicadas pela revista científica Psychological Science in the Public Interest. No resultado divulgado (íntegra aqui) algumas surpresas foram reveladas. Diversas técnicas como resumir, grifar e reler conteúdos foram classificadas como as de mais baixa eficácia.

Três práticas foram consideradas como de média eficácia: interrogação elaborativa, auto-explicação e estudo intercalado. E duas que obtiveram o mais alto grau de utilidade na aprendizagem, que foram as técnicas de teste prático e prática distribuída.

Lembre-se de que o ranking reflete os resultados do estudo, porém cada pessoa tem o seu estilo de estudo e nada está escrito em pedra. Dito isto, falemos agora sobre as dez técnicas, das piores para as melhores.

 

Grifar – Baixa eficácia

Chegou a hora de deixar os marca textos de lado. Este estudo apontou que a técnica de apenas grifar partes importantes de um texto é pouco efetiva pelos mesmos motivos pelos quais é tão popular: praticamente não requer esforço.

Ao fazer um grifo, seu cérebro não está organizando, criando ou conectando conhecimentos. Então, grifar só pode ter alguma (pouca) utilidade quando combinada com outras técnicas.

 

Releitura – Baixa eficácia

Somente reler um conteúdo é pouco efetivo. O estudo, no entanto, mostrou que determinados tipos de leitura (massive rereading) podem ser melhores do que resumos ou grifos, se aplicados no mesmo período de tempo. A dica é reler imediatamente depois de ler, para fixar melhor o conteúdo.

 

Mnemônicos – Baixa eficácia

A mnemónica é um processo intelectual que consiste em estabelecer uma associação ou uma ligação para relembrar alguma coisa. As técnicas mnemotécnicas consistem basicamente em associar as estruturas e os conteúdos que se pretende memorizar com determinadas sequências de letras que tenham relação com o conteúdo estudado.

São as famosas fórmulas, rimas e paródias que aprendemos para gravar aquele conteúdo difícil.

O estudo da Psychological Science in the Public Interest mostrou que os mnemônicos só são efetivos quando as palavras-chaves são importantes e quando o material estudado inclui palavras-chaves fáceis de memorizar.

Assuntos que não se adaptam bem a geração de palavras-chaves não conseguem ser bem aprendidos com o uso de mnemônicos. Então a dica é utilizar apenas em casos específicos e pouco tempo antes de teste.

 

Visualização – Baixa eficácia

Os pesquisadores pediram que estudantes imaginassem figuras enquanto liam textos. O resultado positivo foi apenas em relação à memorização de frases. Em relação a textos mais longos, a técnica mostrou-se pouco efetiva.

Porém mapas mentais costumam ser mais eficazes para estudos, já que consistem em não só desenhos, mas em uma conexão de ideias e conceitos.

 

Resumos – Baixa eficácia

Resumir os pontos mais importantes de um texto com as principais ideias sempre foi uma técnica quase intuitiva de aprendizagem.

Porém o estudo mostrou que os resumos são úteis para provas escritas, mas não para provas objetivas.

Embora tenha sido classificado como de baixa eficácia, a técnica de resumir ainda é mais útil do que grifar e reler textos. O estudo diz que a técnica até pode ser uma estratégia efetiva para estudantes que já são hábeis em produzir resumos.

 

Interrogação Elaborativa – Eficácia Moderada

A técnica de interrogação elaborativa consiste em criar explicações que justifiquem por que determinados fatos apresentados no texto são verdadeiros.

O estudante devem concentrar-se em perguntas do tipo Por quê? Em vez de O quê?. Por exemplo.

Note que esse tipo de estudo requer um esforço maior do cérebro, pois se concentra em compreender as causas de determinado fato, investigando suas origens.

Falando especificamente de concursos públicos, a interrogação elaborativa é um grande diferencial na hora de responder redações e questões discursivas.

 

Auto-Explicação – Eficácia Moderada

A auto-explicação mostrou ser uma técnica útil para aprendizagem de conteúdos mais abstratos. Na prática, trata-se de ler o conteúdo e explicá-lo com suas próprias palavras para você mesmo.

A pesquisa mostrou que a técnica é mais efetiva se utilizada durante o estudo, e não após.

 

Estudo Intercalado – Eficácia Moderada

A pesquisa procurou saber se era mais efetivo estudar tópicos de uma vez ou intercalando diferentes tipos de conteúdos de forma aleatória.

Os cientistas concluíram que intercalar tem utilidade maior em aprendizados envolvendo tarefas cognitivas (como ciências exatas).

O principal benefício da intercalação é fazer com que a pessoa consiga manter-se mais tempo estudando.

 

Teste Prático – Alta eficácia

Realizar testes práticos sobre o que você está estudando é uma das duas melhores maneiras de aprendizagem. A pesquisa científica mostrou que esta técnica é até duas vezes mais eficiente do que as demais.

 

Prática Distribuída – Alta eficácia

A prática distribuída consiste em distribuir o estudo ao longo do tempo, em vez de concentrar toda a aprendizagem em um bloco só, por exemplo estudar na véspera da prova.

Pesquisas mostram que o tempo ideal de distribuição das sessões de estudo é de 10% a 20% do período que o conteúdo precisa ser lembrado. Por exemplo, se você quer lembrar algo por cinco anos, você deve rever seus estudos a cada seis meses. Se quiser lembrar por uma semana, deve estudar uma vez por dia.

A prática distribuída também pode ser interpretada como a distribuição do estudo em pequenos períodos ao longo do dia, dando intervalos  com períodos de descanso. Por exemplo, uma hora de manhã, uma hora à tarde e outra hora à noite.

Quais as suas técnicas de estudo?



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